Pobre justiça que discrimina, Brinca de esconde-esconde, Foge, ausenta-se, aliena-se Vende-se, acovarda-se, protege, Os grandes, poderosos tubarões.
Pobre justiça que incrimina, Que está ativa, atenta, séria Investiga, busca, pesquisa, Atende, prende, repreende, Pobres, pretos e prostitutas.
Pobre justiça que usa e abusa De dois pesos e duas medidas, Dois inteiros não é nada, Um milésimo é muita coisa, Julga por conveniência.
Pobre justiça, que não sabe O que é legal, moral e ético, Que chafurda na lama, na cama, Na propina, na rinha, no vinho, Perde o rumo, o prumo, o sumo.
A justiça que perde o senso, Consenso, decência, essência, Perde o sentido do existir, Incentiva a volta da barbárie, Revolta, vingança privada.
Pobre do país cujas leis Não refletem a necessidade De justiça para todos, Julgando todos iguais Sem distinção, com a razão.
23:29 - 01/06/2006
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